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quarta-feira, 30 de março de 2016

Don´t stop me now!

Todo mundo faz planos, e muitos deles nunca saem do papel. São apenas os esboços dos nossos desejos e objetivos, dos nossos sonhos que não passam de sonhos. Temos medo de tentar fazer com eles se tornem realidade, temos medo então não fazemos nada, deixamos pra lá. Foi apenas um sonho, uma ideia.
É aquele ditado, quanto mais alto maior é a queda. Pensamos tanto no que vai acontecer se fizermos isso ou aquilo, e se eu fizer diferente, mas e se eu falar isso, mas é se acontecer isso, já dizia Djavan "mas você adora um se". Ano passado tive uma matéria nova na escola que, infelizmente não tenho mais esse ano, que era empreendedorismo. Minha professora disse que para os americanos você não é um empreendedor até que quebre uma empresa, a ideia é que se você não cai, nunca vai saber no que errou para que possa concertar, não tem o porque de aprimorar alguma coisa que está dando certo. Não importa quantas vezes você tenha que fazer,   a próxima estará melhor do que a anterior.
A algum tempo venho tendo ideias e fazendo alguns planos, quando parei para olhar a minha volta já estava passando das nuvens. Só piscar e já cheguei na lua. São mil coisas que eu quero fazer, mil coisas que eu quero escrever, e são mil coisas que, segurando a ansiedade, eu vou fazer uma de cada vez e repetir quantas vezes for preciso.
Posso sonhar em passar nas minhas provas, tirar uma boa nota no ENEM, fazer um curso X, ter três faculdades aos 29 anos, aparecer na televisão, ser mágico, ser dono de hotel, porque não? Que tal ganhar um Oscar daqui dois anos ou até um Nobel, descobrir a cura do câncer, acabar com a fome na África, resolver todos os problemas do mundo, descobrir um novo planeta, ser miss universo, salvar uma planta ou virar colunista. Ninguém nunca me impôs limites, a não ser eu.
Não sei se eu deveria ter medo de sonhar alto, criar expectativas e não alcança-las é muito frustrante, mas mesmo assim sonho. Sim, eu sonho alto, e cada vez mais alto, não sei se eu deveria ter medo mas eu não tenho, não tem medo de sonhar e não tenho medo de tentar fazer esse sonho se tornar realidade.
Cair faz parte, ficar caído é opção, e eu quero levantar e subir tudo novamente concertando o que me fez ir ao chão.
Sonhar é bom, mas não basta.

sábado, 26 de março de 2016

Versão 2016

Já não corre na rua atrás de mim gritando o meu nome (ou o infeliz apelido), nem grita por mim no meio da escola cheia (graças a Deus). Mas esse ano não podia mesmo ficar sem pegar no meu pé. Bom, o que temos para esse ano... Todos os dias eu e meu irmão almoçamos com ele, sim ele mesmo, meu pai, ele que morre de rir quando eu tenho que ir embora para voltar a escola para a aula da tarde e ele acha uma boa ideia gritar meu nome, seja aonde estivermos, para me dar tchau soltando aos poucos aquele infeliz apelido (já mencionei 70% desse troço por aqui, uma pontada no peito só de pensar então me recuso a repetir aqui, quase um tiro no peito). Ah, outra novidade que temos para esse ano, aleatória que surgiu sabe-se de onde nas ferias, as vezes ele resolve me resolve me dar uma gravata. Sim, uma gravata. Seja em casa ou no estacionamento do shopping, sem muito critério mesmo.
Qualquer dúvida entrar em contato com meu irmão que saiu correndo quando meu pai resolveu me dar uma gravata no estacionamento do shopping. Obrigada, um beijo.
Algumas são mais "comuns", já faz parte da rotina, como jogar em mim o que estiver na mão como roupa, quanto a estar suja ou limpa também é sem critério, travesseiros também me atingem quando estou distraída, tem me morder para deixar marca de dente mesmo e ponto. Uma que ele já faz a um tempo, é quase um tiro no peito mesmo, quando conhecemos alguém, ou só um comentário inocente, "sabe como que ela é conhecida na escola?" Ana pai, sou conhecida como Ana na minha escola, só Ana. Mas ai já é tarde demais e a pessoa quer saber como e ele vai falando morrendo de rir e o infeliz que acabou de saber como sou conhecida na escola na cabeça do meu pai resolve ficar me chamando assim também (disparo) e ódio temporário on.
Voltando aos almoços com meu pai, uma vez por semana saio mais cedo da aula que meu irmão, e sempre, sempre, SEMPRE que vou ir encontrar com meu pai para passar uma hora vendo os mesmos relógios da mesma loja pela vitrine ele me vê chegando e abre os braços e começa a balançar como se batesse asa, juro que ele só não sai voando porque Deus não quer. No mesmo dia tem a calorosa despedida que ele grita pra todo mundo ouvir.