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sábado, 26 de março de 2016

Versão 2016

Já não corre na rua atrás de mim gritando o meu nome (ou o infeliz apelido), nem grita por mim no meio da escola cheia (graças a Deus). Mas esse ano não podia mesmo ficar sem pegar no meu pé. Bom, o que temos para esse ano... Todos os dias eu e meu irmão almoçamos com ele, sim ele mesmo, meu pai, ele que morre de rir quando eu tenho que ir embora para voltar a escola para a aula da tarde e ele acha uma boa ideia gritar meu nome, seja aonde estivermos, para me dar tchau soltando aos poucos aquele infeliz apelido (já mencionei 70% desse troço por aqui, uma pontada no peito só de pensar então me recuso a repetir aqui, quase um tiro no peito). Ah, outra novidade que temos para esse ano, aleatória que surgiu sabe-se de onde nas ferias, as vezes ele resolve me resolve me dar uma gravata. Sim, uma gravata. Seja em casa ou no estacionamento do shopping, sem muito critério mesmo.
Qualquer dúvida entrar em contato com meu irmão que saiu correndo quando meu pai resolveu me dar uma gravata no estacionamento do shopping. Obrigada, um beijo.
Algumas são mais "comuns", já faz parte da rotina, como jogar em mim o que estiver na mão como roupa, quanto a estar suja ou limpa também é sem critério, travesseiros também me atingem quando estou distraída, tem me morder para deixar marca de dente mesmo e ponto. Uma que ele já faz a um tempo, é quase um tiro no peito mesmo, quando conhecemos alguém, ou só um comentário inocente, "sabe como que ela é conhecida na escola?" Ana pai, sou conhecida como Ana na minha escola, só Ana. Mas ai já é tarde demais e a pessoa quer saber como e ele vai falando morrendo de rir e o infeliz que acabou de saber como sou conhecida na escola na cabeça do meu pai resolve ficar me chamando assim também (disparo) e ódio temporário on.
Voltando aos almoços com meu pai, uma vez por semana saio mais cedo da aula que meu irmão, e sempre, sempre, SEMPRE que vou ir encontrar com meu pai para passar uma hora vendo os mesmos relógios da mesma loja pela vitrine ele me vê chegando e abre os braços e começa a balançar como se batesse asa, juro que ele só não sai voando porque Deus não quer. No mesmo dia tem a calorosa despedida que ele grita pra todo mundo ouvir.


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